Flávia Lancha

Empresária / Ações Sociais

Formação:

Pais:

José Lancha Filho

Isis Consoni Olivito Lancha.

Nascimento:

24 de fevereiro de 1959

Carreira Empresarial

MINHA CARREIRA EMPRESARIAL

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premio 10 concurso de cafe alta mogiana
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primeira feira internacional da labareda
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Eu nunca me imaginei como empresária. Como me formei em Letras, meu primeiro emprego foi como professora em uma escola de línguas. Mas logo a vida me levaria por outros caminhos.
 

O NASCIMENTO DA LABAREDA AGROPECUÁRIA

Pouco tempo depois de nos casarmos, em 1984, eu e o Gabriel decidimos abrir nossa própria empresa: a Labareda Agropecuária. Estávamos iniciando nossa produção. O nome da empresa foi uma homenagem à fazenda em que Gabriel nasceu e achamos que combinava com a ideia que queríamos transmitir de algo quente e poderoso, como o café que estávamos começando a produzir.

No início, eu me envolvi muito pouco. Estava voltada para os afazeres da casa, cuidando da nossa filha Larissa, que acabara de nascer.

 “Eu sou uma mulher de ação. Não tenho preguiça não. Não tenho medo do trabalho”

“O que faz a diferença são as escolhas que a gente faz. O que faz diferença é acreditar. É ir atrás dos seus sonhos”

Só comecei a trabalhar na Labareda em 1987. Estava grávida do nosso terceiro filho, o Gabriel, e tinhámos decidido voltar a morar em Franca (até então vivíamos na fazenda).
 

A empresa estava crescendo. O Gabriel precisava de ajuda, mas ainda não tínhamos como contratar funcionários. Ele, então, me pediu uma mãozinha.
 

Como sempre fui de falar muito e de me relacionar bem com as pessoas, decidimos que iria atuar na parte administrativa e de vendas. Eu não entendia nada do mercado do café. E muito pouco sobre administração, mas resolvi topar o desafio.
 

Fui aprendendo na marra, no dia-a-dia. Conversando e questionando quem já era do ramo. Mas percebi que, se eu queria mesmo crescer, ia precisar voltar a estudar. Foi quando decidi começar a fazer cursos de administração. No início, eram os que a Cocapec (Cooperativa de Produtores de Café da Alta Mogiana) oferecia aos associados. Participava de tudo. Em todas as palestras, eu estava presente. Muitas vezes, era a única mulher ali.

Comecei também a escrever para a revista da Cooperativa sobre as minhas ideias e posições.
 

Com meus filhos ainda pequenos, decidi fazer um curso de pós-graduação em administração rural e gestão de pessoas na FGV em São Paulo. Foi um dos períodos mais difíceis da minha vida, mas também dos mais enriquecedores. Eu viajava todo domingo para São Paulo e só retornava na quinta-feira. Meu marido ficava com os meninos para eu poder estudar. Era uma loucura.
 

Logo depois, comecei a cursar o Qualidade Total, do Sebrae, um curso voltado a melhorar as práticas na produção rural. Seu principal foco eram as pessoas. Foi, então, que iniciei as primeiras ações de mudança administrativa na Labareda.
 

Criamos diversos programas voltados à valorização dos colaboradores, como o plano de carreira, plano de premiação (com viagem para os colaboradores mais bem avaliados), programa Ampliando Horizonte, reforma das casas, entre outros.

 

 

 

 

 


 

A ÉPOCA DAS INOVAÇÕES

No início dos anos 2000, eu  queria elevar os negócios da Labareda a um patamar mais alto. Minha aposta foi no mercado de cafés especiais para exportação. Em 2005, a empresa foi a primeira da Alto Mogiana a receber um certificado internacional, o UTZ Certified, que é o selo qualidade do maior programa de cultivo sustentável de café e cacau do mundo, cuja política de admissão abrange boas práticas agrícolas, condições sociais e de vida, gestão agrícola e meio ambiente.
 

Em 2006, eu decidi criar na Labareda um programa de exportação direta, o qual gerenciava pessoalmente. Em 2008, a empresa recebeu mais uma importante certificação internacional: o selo Rainforest, concedido pela Rainforest Alliance, que é uma organização não governamental (ONG) internacional que trabalha na luta por uma agricultura sustentável e pela preservação das florestas.
 

O selo é concedido a empresas que incluem em seus sistemas de produção programas de conservação do ecossistema, proteção de animais silvestres e hidrovias, que proíbam a discriminação no trabalho e nas práticas de contratação, como não contratar crianças menores de 15 anos, defender o uso obrigatório de equipamentos de proteção para trabalhadores, respeitar diretrizes sobre o uso de agroquímicos e a proibição de culturas transgênicas.
 

Em 2016, me afastei da empresa para me dedicar à campanha política para a prefeitura de Franca. Em seguida, em 2017, assumi a Secretaria Municipal de Desenvolvimento de Franca e, ao deixar o cargo, no final de 2018, fundei o ICOL.
 

Em 2019, o café produzido pela Labareda foi classificado como um dos dez melhores cafés do Brasil.

Mesmo não estando mais nas funções administrativas, continuo acompanhando a tomada de decisões como membro do Conselho Administrativo da Labareda.

 “As pessoas tem que parar de duvidar da capacidade de nós, mulheres. As pessoas tem que parar de duvidar que uma mulher é capaz de fazer uma boa gestão”