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Disputa tem recorde de candidaturas femininas em Franca

As eleições de 2020 apontaram o maior número de candidaturas da história brasileira. Foram mais de 517 mil pedidos registrados e neste número, um percentual de mulheres candidatas maior do que todos os outros anos. Em Franca, a participação feminina na política também apresenta um avanço. Nestas eleições, duas candidatas disputam à prefeitura e 122 ao cargo de vereadora.


As mulheres representam 32,2% dos 367 candidatos que almejam uma das 15 cadeiras na Câmara Municipal em 2020. Esse é o maior número de candidaturas femininas em Franca segundo os dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Em 2016, as mulheres representavam 30,5% deste número, com uma candidata à prefeita. Quatro anos antes, em 2012, também apenas uma candidata ao Executivo. Na disputa por uma cadeira na Câmara, 29,1% eram mulheres.


Apesar do aumento, esse número ainda segue próximo do que é obrigatório por lei. Desde o fim da década de 90, a lei eleitoral brasileira exige que a cota de cada partido seja de, pelo menos, 30% de mulheres. 


Marília Martins (Psol) é uma das duas candidatas que pretendem governar a cidade pelos próximos quatro anos. Para ela, ainda há muito o que progredir. “A reserva de um mínimo de candidaturas dentro dos partidos para mulheres é um avanço, mas não é suficiente. Precisamos garantir que as mulheres, que muitas vezes exercem dupla ou tripla jornada, trabalhando, cuidando da casa e da família, tenham condições de disputar e ocupar os espaços políticos em pé de igualdade com os homens”, disse.

Para a candidata, uma mulher nunca ter ocupado o cargo de prefeita em Franca, em 195 anos de história, é um reflexo de uma política machista e arcaica. “Temos que mudar isso. As mulheres têm tanta condição quanto os homens para se representarem na política e pautarem ideias e projetos necessários para a cidade”.


Da mesma forma pensa a candidata Flávia Lancha (PSD), que disputa a prefeitura pelo segunde vez seguida. “Não acho que mulheres que ocupam cargos públicos são melhores do que os homens. O que percebo é que, nós, mulheres, temos um olhar diferente sobre os problemas da cidade. Um olhar de cuidado. Estamos acostumadas a cuidar, a ter uma atenção maior com detalhes. E estudos provam que em locais em que as mulheres estão no comando há mais programas sociais, por exemplo.”


Para Flávia, o número de candidatas nas eleições de 2020 está longe do ideal. “O número de eleitas também ainda é muito pequeno. Basta olhar para composição atual da Câmara. Temos 15 vereadores e apenas um deles é mulher”, disse Lancha. “No que depender de mim, vou continuar incentivando as mulheres a entrarem na política”.


Quem questiona o Legislativo de Franca é a própria vereadora, Cristina Vitorino. “Basta ver que atualmente sou a única vereadora e enfrento muitos obstáculos dentro da Câmara Municipal. Afinal, são 14 homens e apenas eu de mulher. Já vivi casos até de falta de educação de outros colegas”, reclama Cristina. “Nesses quatro anos, tive que aprender a impor a minha voz, muitas vezes em simples procedimentos burocráticos internos, talvez por termos tão poucos cargos preenchidos por mulheres”.


A vereadora sustenta que mulheres têm uma visão mais ampla do funcionamento da família, do trabalho, da educação dos filhos e de muitas outras coisas. “Quem ganha com isso é a sociedade como um todo”.


Fonte: Portal GCN - www.gcn.net.b


Flávia Lancha (PSD) tem a chapa de vereadores com o maior número de mulheres candidatas

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